FILHOS DE DEUS
Dizem que Deus ajuda a quem cedo madruga. E somente pode ser verdadeiro porque é ato, é ação, é atitude, é trabalho. E trabalho é inerente ao ser humano.
E isso não decorre do fato de poder ver que alguém está ativo, atento e vigilante aos ditames da vida. Decorre apenas do dever que temos de nos agregarmos ao que a Natureza nos mostra como natural, orgânico e sadio.
E são três os reinos que se encarregam disso: mineral, vegetal e animal. Basta que percebamos o que nos diz cada um desses elementos ou seres preexistentes a nós.
A inércia, ao contrário, não ajuda ninguém. Apenas destroça. E ainda atrai outras drogas para junto de si.
Numa outra vertente, dizem que sorte está do lado de quem trabalha. Também é verdade. Mas há aqui uma oposição: Então como é que vemos gente que não trabalha ou nunca trabalhou e vive?
E ainda muitos e muitos outros que vivem muito bem? Bem até demais! Dum jeito que quem trabalha não consegue compreender?
E aí é bom que tenhamos presente que a sorte não é necessariamente de Deus. Porque há deuses que não se completaram ou deuses que se desviaram.
Nós mesmos somos feitos à sua imagem e semelhança, segundo as Escrituras Sagradas.
Portanto, somos todos filhos de Deus. Portanto, ao menos, semi-deuses!
E sendo o que somos – semi-deuses - andamos a fazer o que fazemos?
Nesse ponto importa afirmar que existem momentos em que a supremacia do raciocínio precisa prevalecer.
Somos filhos de Deus assim sumamente desviados cujos caminhos precisamos reencontrar com a máxima urgência ou então somos apenas humanos que não sabem sequer fazer uso de um mínimo de suas limitações e nascidos sabe-se lá por qual regência ou processo de criação?
Não são escrituras e menos ainda sagradas? Não somos filhos de Deus?
Robustas provas diárias parecem apontar para esta última alternativa. E aí de novo, a resistência? Mas somos o que então?
Onde a lógica de aprender e logo ter que aprender que não se pode e não se deve fazer nada certo para poder se dar bem, segundo o senso comum? Cada vez mais majoritário?
Somos filhos da malícia? Filhos da desídia? Filhos do caos?
Ah! Filhos...
Mas aí já é outra história!
* Jurista, Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br
Código do texto: T558564

* Nadir Silveira Dias é o atual Presidente (Gestão 2006-2008), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Jurista, Escritor e Poeta. Assessor Jub. de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ex-Presidente (Gestão 2004-2006), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Ex-Vice-Presidente e Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias (Gestão 2002-2004), e Advogado autor dos livros “Locação de Imóveis Comentada em Locuções e Verbetes”, Livraria do Advogado, Porto Alegre, e “Direitos do Locatário versus Direitos do Locador”. Publicou ainda “Rastros do Sentir” e “Satírico & Afins”. Integra a Casa do Poeta Riograndense – CAPORI, Porto Alegre, RS; a Sociedade Partenon Literário, Sócio Fundador – Porto Alegre, RS; a Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga, Sócio Benemérito, a Associação São-Luizense de Autores-ASAS, São Luiz Gonzaga, RS; o Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores Piracicaba, Cadeira 77, Patrona Ines Silveira Dias, Piracicaba, SP. É Cônsul de Poetas del Mundo (Porto Alegre - Z-SO - RS – Brasil). É jurado da Associação Artística e Literária “A Palavra do Século XXI” – ALPAS XXI, a partir do IV Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Estalidos), do V Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Desafios), do VI Concurso... (Coletânea Entrelinhas), do VII Concurso... (Coletânea Eros e outros temas), do IX Concurso (Coletânea Refúgio das Ventanias), e do XI Concurso (Coletânea...). Jurado dos Concursos 10ª e XII Imagens de Quintana, da Casa do Poeta Riograndense. Colunista do saite www.oemissario.com.br -
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