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POESIA, DIREITO E PALAVRA, TRÍADE de NADIR SILVEIRA DIAS

A poesia é luz! O Direito é Caminho! A palavra é poder! Nadir Silveira Dias (Jurista, Escritor e Poeta, latino-americano brasileiro)

21 Octubre 2009

BRASILEIRO NÃO É BURRO

* Nadir Silveira Dias

O povo brasileiro é pacífico. É de boa índole. Prefere festas em lugar de brigas. No aspecto, é muito parecido com o gaúcho que dá um boi para não entrar numa briga. E dá uma boiada, porém, para não sair dela derrotado.

Assim sendo, a ninguém será dado crer que o brasileiro está feliz com os acontecimentos mais recentes da última década. Não, o brasileiro, pela própria índole, tem estado contido, tem procurado evitar revidar os verdadeiros atos de barbárie que são praticados contra o povo por todos os setores do governo e do poder econômico. E por conta disso mesmo, como restolho, pelo império da violência praticada por aqueles que usam armas para obter o que desejam.

O ataque aos quartéis, às delegacias, aos homens da lei, aos militares, são apenas alguns aspectos da violência a que se vê exposto, dia a dia, o homem comum do povo. Aquele que a tudo sustenta com o seu labor, maior, ou menor, carreando, com essa corrente que forma no país, impostos e mais impostos para o governo usar do modo como bem entende. Sem quase nunca lembrar o governo, adequadamente, da segurança pública e privada das pessoas do povo, da saúde, da educação, do transporte, do pleno emprego, do saneamento, do crescimento e do desenvolvimento econômicos por si mesmo sustentados.

Brasileiro não é burro, nem covarde. A história assim o comprova. Por isso mesmo, rezem aos santos todos os responsáveis pelas barbaridades que tem patrocinado contra o povo: Seja para lhe tirar o que antes lhe era devido; seja para lhe aumentar o quanto paga de tributos; seja para diminuir seja lá o que for que a lei já garantia integrar o seu patrimônio; seja para lhe causar mais insegurança e medo. Isso sem contar a falta de perspectivas de tantos que se arriscam e vão morrer, por engano, no estrangeiro.

Rezem todos esses responsáveis para que ele se mantenha plácido e pacífico, gostando de festas em vez de brigas, gostando de praia e carnaval antes de revide, pois se algo fizer detonar o estopim, eu tenho dó não apenas dos bandidos que praticam violência para obter o que desejam; eu tenho dó dos governantes que os levam a isso e do poder econômico que os exploram, cada dia mais, com a complacência ou mesmo autorização do governo da vez.

Rezem! Rezem todos esses responsáveis!

20.10.2009 - 15h43min

* Jurista e Escritor - nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2009
Código do texto: T1877312

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26 Septiembre 2009

DIREITOS DO LOCATÁRIO versus DIREITOS DO LOCADOR

 * Nadir Silveira Dias

Na sempre difícil tarefa de tentar prognosticar a reação ou a aceitação dos leitores, surge esta obra de enfoque estrito, praticamente dirigida, mas que, indistintamente, também interessa a grande parte da população, de regra, sem casa própria. Aliás, foi essa característica particular e ao mesmo tempo universal que impulsionou a sua edição.

A propósito, e conquanto na perspectiva dos fatos da vida o mundo jurídico seja apenas uma visualização de um de seus ângulos e a lei tão-só uma das faces do direito (que, às vezes, sequer o configura, por elidir o que é justo), é evidente o interesse que desperta no seio da sociedade que o cria e para a qual também se destina, simultaneamente. Por essa importância e as repercussões que projeta, torna-se relevante um maior entendimento dos elementos que compõe a sua estrutura e o que deles se extrai para bem ou melhor cumprir os seus preceitos. E essa a razão maior da abordagem tópica dessa relevante matéria, tanto pela dimensão de seu alcance social, quanto pelos conflitos interpessoais que ocasiona a sua imprecisa ou deficiente interpretação.

Por isto, neste trabalho, a prioridade é pôr em relevo as obrigações do locador e as obrigações do locatário, ou os deveres de um e de outro, na denominação da atual Lei Inquilinária.

Em conseqüência, importante atentar para o fato de que as obrigações ou os deveres do locador constituem direitos do locatário e, inversamente, as obrigações ou deveres do locatário, em direitos do locador.

Nesta segmentação, Direitos do Locatário versus Direitos do Locador estrutura um desenvolvimento pormenorizado onde são tratadas minuciosamente as obrigações de cada uma dessas figuras jurídicas que são, por si mesmas, bem mais do que razão de ser da própria idéia de desenvolver a sua editoração no sentido de melhor atender aos seus interesses no estudo ou conscientização do tema, ao qual também outros lhe restam agregados, por correlatos e pertinentes, seguindo-se a citação dos artigos da Lei, dos quais extraídas cada uma das acepções legais analisadas.

Por este contexto, está a obra composta de dez capítulos: Direitos do Locatário (ou Deveres do Locador), Direitos do Locador (ou Deveres do Locatário), Direito de Preferência, Benfeitorias, Penalidades Criminais e Civis, Nulidades, Disposições Finais e Transitórias, um Apêndice com Modelos ou Formulários, este para uma melhor visualização prática da temática em questão, o inteiro teor da Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991, além de índice e ementário de Jurisprudência.

Na expectativa de que realmente sirva para os fins a que se propõe, não é demais lembrar que ela pode em muito ser enriquecida com as contribuições dos leitores, na consecução de seu aperfeiçoamento.

Sua destinação são os interesses de conhecimento dos Lidadores do Direito, seus Operadores e Aplicadores, Bacharéis e Acadêmicos de Direito, Proprietários, Locadores e Locatários, Administradoras e Corretores de Imóveis.

Direitos do Locatário versus Direitos do Locador apresenta comentários, modelos, legislação e jurisprudência.

A Sessão de Autógrafos ocorrerá na Praça Central de Autógrafos da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, 17h30min do dia 1º de novembro de 2009.

No dizer do Desembargador Araken de Assis, cuida-se de obra a ser vendida em banca de jornais, tanto pela importância que apresenta para quem se dirige, quanto pela singela e abrangente técnica de abordagem do tema.

DIREITOS DO LOCATÁRIO versus DIREITOS DO LOCADOR, de Nadir Silveira Dias - Doutrina Jurídica, 192pp. 15x21, Ad Jur Edições, Porto Alegre/RS, produzido pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. ISBN 978-85-7810-476-4, 2009, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

 http://nadirsilveiradias.meubox.com.br/detalhes.php?id_produto=24472

* Jurista e Escritor - nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias Publicado no Recanto das Letras em 21/09/2009
Código do texto: T1823857

  

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19 Junio 2009

PARA QUEM GOSTA DAS ÚLTIMAS

* Nadir Silveira Dias

LAUREADOS 2009 EM PARIS
Laureados 2009 da Arts -Sciencies - Lettres
Société Académique des Arts, Sciences et Lettres de Paris

http://www.lusophonie.lusofrance.com

Podcast: Clicar em Lusophonie TV -Iniciativa brasileira -Diva Pavesi Paris -Prix 2009 "Art-Science et Lettres" Presentation du livre "nous les femmes du brésil"  Exposition d'artiste dans la galerie everart

* Escritor e Poeta - nadirsdias@yahoo.com.br
Nadir Silveira Dias Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2009
Código do texto: T1655870

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27 Mayo 2009

POETAS DEL MUNDO EM PARIS

* Nadir Silveira Dias

Entre os dias 7 e 14 de maio deste belo ano de 2009 encontraram-se em Paris vários Poetas del Mundo. A razão principal dentre todas as outras que objetivam a Paz, a preservação do Planeta, a não-violência e o estrito cuidado com a água potável que a cada dia mais escasseia no Planeta, foi a premiação da Academia de Artes, Ciências e Letras de Paris (Société Académique des Arts, Sciences et Lettres de Paris) fundada em 1915 e coroada pela Academia Francesa.

O grande dia foi no dia 10 de maio - Dia das Mães - e também o dia em luziram na Cidade Luz todos os Premiados, cada um em particular, e, modo especial, a comitiva brasileira composta de quarenta e quatro (44) integrantes entre os Laureados de 2009 do 94º Aniversário da "Arts - Sciences -Lettres Société Academique d'Education et d'Encouragement", brilhando em exponencial e auferindo o grande valor histórico, artístico, literário e cultural dessa magna cidade, berço e luzeiro das grandes conquistas da humanidade.

Engalanamo-nos com a Solenidade no Pavillon Dauphine, da Université Paris XVI, na Place du Marechal de Lattre de Tassigny, próxima ao famoso Arco do Triunfo, bem como confraternizamos com inúmeros irmãos brasileiros, de irmãos de Paris e da comunidade européia.

Fomos recepcionados pela Embaixadora de Poetas del Mundo da França, a Jornalista, Escritora e Poetisa Diva Pavesi, que a tudo conduziu, inclusive no lançamento de livros de escritoras brasileiras, e exposições de escultores e pintores brasileiros, tudo com o fulgor e a disciplina da Terra Luz.

A nós, particularmente, esperava-nos no Aeroporto Charles de Gaulle o combativo Poeta del Mundo da nossa querida Noiva do Mar - a cidade de Rio Grande - porto marítimo do extremo Sul do Brasil, há muito radicado na Suécia, e Cônsul de Poetas del Mundo na cidade de Lund, o atuante Juiz Guilem Rodrigues da Silva, um luzeiro brasileiro na fria Suécia desde o quase longínquo ano de 1966.

Dentre nós, os Laureados de 2009, destaco a escritora Beatriz Rosa Dutra, integrante da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, de Porto Alegre, Acadêmica Correspondente no Rio de Janeiro, premiada com o Diploma de Médaille de Vermeil, igualmente como o signatário desta matéria.

A solenidade na Academia transcorreu em dois momentos: Às 14 horas a entrega das insígnias para os Laureados 2009 com belíssima recepção, tendo a parte Oficial ficado a cargo de Jacqueline Vermere, Présidente Générale, a Leitura da Lista de Premiados a cargo de Jean-Paul de Bernis, Vice-Président, a Parte Artística a cargo de Eric Lochu, Commissaire Général aux Fêtes, e a Parte Musical a Le Colonel Jacques de Kuyper, vous présente L'Orchestre des Sapeurs Pompiers des Yvelines, sob direção de Jean-Louis Delage, e à noite o Jantar de Gala com muito glamour e garbo.

Na mesma oportunidade, em avant-première na Academia, Delasnieve Miranda Daspet de Souza, Embaixadora de Poetas del Mundo para o Brasil e Sub-Secretária Geral para as Américas, apresentou o seu livro "De Liberté em Liberté", traduzido do português por Marc Galan et Athanase Vantchev de Thracy, bem como nas demais solenidades durante esta bela semana, tendo inclusive sido entrevistada pelo Jornal Le Figaro e concedido entrevista para a Televisão Portuguesa, com a qual também fui agraciado pela apresentadora do Programa, Diva Pavesi.

Não tivemos a oportunidade de visitar todas as atrações. Porém, não deixamos de ver e estar na Place de Trocadéro, na Torre Eiffel, na Notre Dame, passear no Bateaux-Mouches e estar na Champs-Elysées, passeando ou confraternizando diante de um cheiroso café ou de uma gostosa sopa de cebola (soupe à l'ognon).

Como chegamos na manhã do dia 8 de Maio, Feriado Nacional, o Dia dos Veteranos, à tarde ainda confraternizamos no Arco do Triunfo com inúmeros integrantes do Desfile que mais tarde assistimos na Avenida Champs-Elysées, em direção ao Arco onde estivéramos no início da tarde.

Reunimo-nos ainda com Domicio Coutinho, Presidente da Brazilian Endowment for the Arts, Biblioteca Brasileira em New York, e com Rei Berroa, PhD, da George Mason University, Virginia, Estados Unidos da América, a quem também agradecemos pelo especial convívio.

Paris é um Museu a Céu Aberto!!! Haveremos de voltar!!!

Matéria composta para a Embaixadora para o Brasil e Sub-Secretária Geral para as Américas, Delasnieve Daspet, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 21 de maio de 2009 às 16h04min.

*Jurista, Escritor e Poeta - nadirsdias@yahoo.com.br
Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Sul
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2177
Nadir Silveira Dias Publicado no Recanto das Letras em 23/05/2009
Código do texto: T1611173

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18 Enero 2009

GAZA E SEUS CONFLITOS

* Nadir Silveira Dias

Antes mesmo de ser poeta eu já compreendia que os extremos não levam a qualquer construção duradoura. Ao contrário, somente levam à destruição. É só uma questão de tempo, caso não ocorra logo após terem sido assumidas as posições extremadas.

É muito triste ter que erguer a palavra para gritar aquilo que homens bem mais antigos – homens do oriente – já deveriam saber como verdade sabida geneticamente.

Note-se que o conflito em pauta se situa na Terra Santa para árabes, muçulmanos e judeus. Ou seja, todos convergem na questão nuclear, cada qual em sua crença. E apesar disso, vivem em conflito.

Aliás, mais triste ainda é saber que usar da palavra e gritar que a paz é imperativa não conduz a lugar nenhum quando não exista ninguém para ouvir. E ouvir não depende apenas de ter ouvidos. É preciso querer! Como qualquer outra coisa na vida, é preciso não apenas ouvir, mas compreender, assimilar e aplicar o que a palavra diz.

Eu custo muito a compreender o conflito entre esses irmãos. Parecem crer que existem apenas para brigar. Para viver e estar em conflito. E se disso efetivamente se trata, estão demonstrando absoluta competência, desde que me conheço por gente. E não adianta aduzir que a culpa é deste ou daquele, pois ambos contribuem, necessariamente, para o resultado que apequena o mundo, para o resultado que apequena o homem, judeu ou palestino.

Fica ainda mais difícil compreender porque os irmãos palestinos ainda lutam por um Estado Palestino, quando ele existe juridicamente desde a mesma data em que foi criado o Estado de Israel. E isso ocorreu através da partilha da Palestina aprovada em 29 de novembro de 1947, na 49ª Sessão da 2ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, então presidida por Oswaldo Aranha, embaixador brasileiro na ONU. Isso deu fim à luta por uma pátria para os judeus, evento que ganhou aprovação internacional e deu causa à criação do Estado de Israel no ano seguinte.

Em suma, por este ato reconhecido juridicamente no plano internacional, a Palestina que era dos palestinos cedeu parte para os judeus e permaneceu com todo o território restante não cedido para a criação do Estado de Israel.

Então porque não existe o Estado Palestino se ele é pré-existente ao Estado de Israel?

Essa resposta caberia ser respondida pelos irmãos palestinos. No entanto, há verdades que são notórias. São públicas. E apesar disso muitos não a querem ver. E não veem.

A diferença que eu vejo há meio século é uma só: A união de uns e a desunião de outros.

E todos sabem que a união cria elos e gera sedimentação de ideais, de propósitos, em prol de algo comum. Aí reside e vive a força.

Ao contrário, na desunião cada qual busca o seu ponto de vista, o seu pedaço, a sua visualização, sem pensar no que é comum. Aí nunca se faz algo em prol do comum, do que é do interesse de todos.

Eu vou ter cento e tantos anos e isso vai estar exatamente assim, se os homens em conflito não mudarem o jeito de ver as coisas, o jeito de ver os seus próprios irmãos e os seus irmãos vizinhos.

O resultado? As mortes que não queremos. A morte que ninguém quer!

* Jurista, Escritor e Poeta –

Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Sul

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2177

12.01.2009 - 03h00min

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3 Enero 2009

DIA DA FRATERNIDADE UNIVERSAL

* Nadir Silveira Dias

Diz o calendário oficial vigente que o dia 1° de janeiro é o Dia da Fraternidade Universal (ou o Dia Mundial da Paz).

Como é mais que sabido, é o dia em que saudamos a chegada do Ano-Novo, a renovação de aspirações, das re-promessas, dos votos, dos augúrios de ano-bom, das sistemáticas prospecções de todos os gêneros: políticas, econômicas, sociais, culturais, afetivas, e ainda quem rege quem no próximo ano.

Talvez por isso mesmo, pela própria ordem de entrada das prospecções e vetores que as regem, é que tenhamos a cultura sempre aí no rodapé de todos os orçamentos públicos, fazendo com que cresçam as atividades marginais de autores e artistas que buscam publicar ou dar conhecimento de sua arte, de suas criações.

Mas isso já é objeto de inúmeros outros temários. Aqui e agora, outra é a vertente da qual me ocupo neste momento.

Para quem tem andado a procura da palavra certa. Para quem busca uma palavra que expresse a beleza, sem fugir da verdade. Para quem busca uma palavra que represente a verdade, sem que seja feia, sem que venha a ferir a ninguém.

Para quem anda a procura de uma palavra que faça amor ao simples enunciado. Uma palavra que cante o amor. Uma palavra que cante a vida, que cante a amizade. Eu tenho encontrado nesse mister muitas e muitas dificuldades.

Não de mim mesmo, pois isso sempre busco encontrar em cada novo amanhecer e penso ter conseguido alcançar a renovação mínima diária para continuar tentando irradiar essa coisa boa que é viver sadiamente.

Falo de ressonância. Falo de podermos perceber o quanto está valendo a nossa luta diária pelos valores que cultivamos. Pelos trabalhos que realizamos em prol da nossa própria pessoa, em prol do nosso vizinho, da nossa rua, do nosso bairro, da nossa cidade, do nosso Estado, nosso País!

E se é verdade que bem podemos avaliar o quanto nos traz de satisfação o que fazemos por nós mesmos, não é menos verdade que fora disso, pouco ou nada temos de retorno do nosso fazer diário, da nossa lida, da nossa faina, da nossa vida.

Isso, porém, não é motivo para desânimo. E trato disso exatamente nesse dia impar, maravilhoso, para que outros dissipem de suas idéias o quanto já dissipei.

Não é raro encontrarmos no futuro exemplos de quanto já fizemos de bom no passado e que, por uma ou por outra causa, somente vamos saber do valor da nossa realização anterior bem depois de sua semeadura, de sua incipiente iniciação. E esse é um momento decisivo. Mágico em potencial e diretivo e direcionador por excelência, pois vincula o indivíduo no que ele decidir fazer, de homem bom ou de homem mau. Faça bem ou fique bom. Não faça o mal. Só faça o bem!

Mas onde a fraternidade universal no coração dos homens? Onde a paz mundial que precisamos implementar e fomentar? E como posso fazê-la se eu vivo a ser fustigado pelos meus próprios irmãos de jornada e viveria apenas a brigar, caso não evitasse responder a todo tipo de provocações diárias? Vivemos num mundo em que somente parecem prosperar os distanciados do bem-querer geral, como comprovam muitos de nossos conhecidos que nada fazem e sempre obtêm o que querem, o que precisam. Não é isso mesmo? Como é isso? Está justo e correto isso?

Socorra-me nessa hora o fundador da Ordem dos Franciscanos, São Francisco de Assis (Assis, Úmbria, por volta de 1182 – idem 1226) e sua famosa oração que expressa, em essência, o princípio da reciprocidade, do qual nem sempre temos consciência ou se o temos nem sempre desejamos adotá-lo e que não se confunde com trapaça ou corrupção. É verdade essencial mesmo, da pura, legítima, inatacável!

ORAÇÃO DA PAZ

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Pois é bem assim. Que bem seja conosco São Francisco de Assis. Hoje e sempre!

* Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2009
Código do texto: T1361919

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21 Noviembre 2008

POETAS DEL MUNDO NO XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA - 2008

* Nadir Silveira Dias

Nossa presença e participação no Congresso Brasileiro de Poesia remonta ao ano de 2006, quando então contávamos com um pouco menos de um ano de existência. Uma excelente experiência que se renovou em 2007 e agora neste ano, ainda com maior abrangência.

E lá estivemos entre o dia seis (06.10.2008) e o dia onze (11.10.2008) em participações próprias e na assistência possível de toda a programação.

A cidade de Bento Gonçalves é tomada de uma efervescência poética e cultural digna de nota, pois se unem o poder público, a iniciativa privada, a literatura, as artes plásticas, o teatro, o audiovisual, cinema e vídeo, as perfórmances poéticas nas praças, de estátuas vivas que a um sinal passam a recitar ou interagir com os assistentes, dentre tantas outras inúmeras apresentações artísticas, do repentista do nordeste ao repentista ou pajador do sul do país.

E uma nota significativa, digna mesmo de muito realce, é o agora denominado Projeto Poetas na Escola, antes denominado Projeto Autor Presente na Escola, que se constitui em objeto de expectativa dos alunos a vinda desses poetas e poetisas às salas de aula, projeto devidamente integrado no processo pedagógico de cada escola municipal ou estadual, de ensino fundamental ou médio.

Neste ano, esteve ainda mais enriquecido o Congresso em razão de duas efemérides raras: 120 anos de Fernando Pessoa (1888-1935) e 100 Anos sem Machado de Assis (1839-1908), em tudo justificadas pelas esmeradas atuações do poeta, ator e performancista Jairo Klein, de Porto Alegre, com o tema “Eu Pessoa e outros eu’s”; do Recital-Show “Machado de Assis cem anos sem”, pelo Grupo Poesia Simplesmente, do Rio de Janeiro; do Recital “Telma em Pessoa”, com Telma da Costa, entre inúmeras outras peças e apresentações sobre essas efemérides que aconteciam em outros locais, nos mesmos horários, as quais, por isso mesmo, não conseguiu o signatário a elas comparecer.

Obtivemos da Coordenação do evento – Ademir Antonio Bacca – Cônsul de Poetas del Mundo de Bento Gonçalves, a participação própria em dois momentos de cerca de uma hora cada um, além de outro de cerca de quinze minutos.

No dia sete de outubro (07.10.2008) realizamos a abertura da nossa participação no Salão de Festas do SESC, com cerca de 25 inscritos, cujo tempo não permitiu a manifestação senão de 15 participantes, pois recebemos a visita e a participação do poeta Rubêm Vedoya (Rubén Horacio Vedoya y Vedoya), de Las Breñas, Chaco, Argentina, além das meninas fundadoras de uma Biblioteca Comunitária em Bento Gonçalves, já com cerca de cinco mil volumes.

Elas são vizinhas e decidiram com o apoio dos pais buscar doações para formar uma biblioteca com fim de estimular a leitura entre seus demais vizinhos e colegas de aula. Emanuele tem nove anos e Tainá, dez anos. Um exemplo a ser seguido. Elas são notícia no Brasil e agora também na Argentina. Parabéns!

Manifestou-se o signatário, Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Sul, RS, ao fazer a Abertura trazendo o abraço de Delasnieve Daspet, Coordenadora dessa parte da programação do Congresso, impossibilitada de comparecer, seguindo-se os Pronunciamentos de Francisco Sérgio Souza de Araújo, Poeta del Mundo em Fortaleza, CE; de Sônia Maria Grillo, Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Espírito Santo, ES; de Ge Fazio (Geni Martins Fazio), Poeta del Mundo em Vitória, ES; de Deth Haak, Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Norte, RN; de Sandra Almeida, Cônsul de Poetas del Mundo do Estado de Rondônia, RO; de Rosa Helena Pimentel, Poeta del Mundo em Belo Horizonte, MG; em belíssima perfórmance canto-estético-musical lembrando Guimarães Rosa (1908-1967); de Bilá Bernardes, Cônsul ZNE de Belo Horizonte, MG; de Alcione Sortica, Cônsul de Auxiliadora, em Porto Alegre, RS; de Alba Albarello Aras, Cônsul de Poetas del Mundo em Erechim; RS; de Juçara Valverde, Poeta del Mundo no Rio de Janeiro, RJ; de Mário Osny Rosa, Cônsul de Poetas del Mundo em São José, SC; de Dora Dimolitsas, Poeta del Mundo em São Paulo, SP; de Kedma O’liver, Poeta del Mundo em Santos, SP; todos com breves relatos de suas atuações nas respectivas origens.

No dia nove (09.10.2008) realizamos o Recital “Mãos que falam poesia”, criação sob a batuta de Delasnieve Daspet, elogiado por todos e também pelo artista plástico Guilhermo, de Piriápolis, Uruguai, de modo espontâneo e por interesse artístico de informar que gostou muito dessa nossa perfórmance.

O poema “Escola de Paz”, do livro “Pazeando”, de Delasnieve Daspet, foi declamado pelo signatário tanto na Abertura, quanto no Recital, e também na Escola Santa Helena, para a Turma do EJA, em Caravana da Casa do Poeta Latino-Americano que integrei enquanto 1º Vice-Presidente, e em outros momentos durante o Congresso.

A última parte de nossa atuação específica contou com a projeção de Vídeo-Poesia, por Mário Osny Rosa, Cônsul de Poetas del Mundo em São José, SC; apresentada antes da anteriormente citada, por razões técnicas.

Além disso, estiveram e atuaram inúmeros outros Poetas del Mundo com apresentações e ou atuações próprias, como é o caso de Irem Toal, Cônsul de Rancagua, Chile; Raquel Martínez Martínez, Cônsul de Montevidéu, Uruguai; Tereza da Praia, Cônsul de Cruzeiro, DF; Fátima T. Borchert, Cônsul de Rio das Ostras, RJ; Luiza Porto, Cônsul Zona Norte de São Paulo, SP; Cláudia Gonçalves, Cônsul de Camaquã, RS; Maria Clara Segóbia, Cônsul ZSO de Porto Alegre, RS; Sonia Maria Ferraresi, Cônsul ZSE de Porto Alegre, RS; Ronaldo Werneck, Cônsul de Cataguases, MG; de Marinês Bonacina, Cônsul Z-ENE de Porto Alegre, RS; Carmem Vervloet, Poeta del Mundo em Espírito Santo, ES; de Izabel Eri Camargo, Poeta del Mundo em Porto Alegre, RS; de Floreny Avila Ribeiro, Cônsul Z-SSO de Porto Alegre, RS; de Elfuni Zaniol, Poeta del Mundo em Porto Alegre, de RS; de Lígia Antunes Leivas, Cônsul de Pelotas, RS; de Maria Santos Rigo, Cônsul de Canoas, RS; de Tchello d'Barros, Cônsul de Maceió, AL; Lu Oliveira, Cônsul de Ilhéus, BA; além de Solange Soares Bento Ramalho, de Planaltina, Goiás, GO; e Sigrid Spolzino Porto Pontes, de Brasília, DF; dentre outros que ainda não fizeram o registro de sua participação antes desse artigo.

Desse modo, topicamente, viu-se e integrou-se o Movimiento Poetas del Mundo, de 14 de outubro de 2005, em Santiago do Chile, por seus Poetas del Mundo de vários pontos do planeta, no XVI Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, RS, Brasil, neste ano de 2008.

Matéria composta para a Embaixadora para o Brasil e Sub-Secretária Geral para as Américas, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 12 de outubro de 2008 às 18h00min.

Confira:
http://www.poetasdelmundo.com/verNot.asp?IDNews=1298

* Jurista, Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br
Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Sul

Nadir Silveira Dias
Publicado no Recanto das Letras em 21/11/2008
Código do texto: T1295464

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22 Octubre 2008

POESIA E ARTE DE VICTÓRIA

SE ASSIM DIZ É PORQUE SABE!

* Nadir Silveira Dias

Acabei de ler “Poesia e Arte de Victória”, de Victória Falavigna, esta pequena grande artista, da poética, da palavra e das artes plásticas. Eu recebi este livro das mãos da Victória no dia treze de outubro (13.10.2008) e embora diga ‘acabei de ler’, na verdade, demorei-me uns dias depois da leitura e da análise porque queria ficar um pouco mais com a obra ‘um pouco mais só para mim’, antes de dizer para os outros algo sobre ela.

E a primeira pessoa a quem quero dirigir a minha palavra é para a própria novel poetisa. Para a Victória com carinho do Nadir: Parabéns linda poetisa, linda e competente autora, linda artista plástica. Teu valor está patenteado nesta tua primeira obra individual!

E para mim, que tive a grata alegria de editá-la ainda com seis anos, torna-se ainda maior a alegria de vê-la agora, com apenas nove anos, editada em obra individual com as poesias e desenhos de seus tenros seis e sete anos.

Emoção, sim, afeto, sim, carinho, amor, sim, e respeito por esta artista que nasceu com o fulgor das fadas. Viva a Luz! (Poesia é Luz!)!

E a maior vertente dessa afirmativa está contida num verso soberbo. Ele, apenas ele, já seria suficiente para demonstrar o valor maior desta pequena amada por todos Victória:

“O meu coração
é uma linda canção antiga.”, como contido no poema ‘Viver é Lindo!’, na página 34.

E se assim diz é porque sabe! Sejas sempre plena, Victória!

De ‘Miradouros’, obra coletiva, com participação de uma página com dois poemas juntamente com autores consagrados e iniciantes, para esta sua primeira obra individual, Victória demonstra criação e empenho na arte de poetizar e expressar graficamente a sua arte plástica. E conta, felizmente, com o apoio da avó Ilda Maria Costa Brasil, desde quando ainda não alfabetizada (para não “fugir a poesia”), com o incentivo dos pais e demais familiares.

E estão reproduzidos em “Poesia e Arte de Victória”, na primeira orelha ‘Quem sou?’ e ‘A Menininha!’ na página 44, ambos contidos também na página 84 de “Miradouros”, ISBN 85-89401-38-3, Porto Alegre, Nadir Silveira Dias Editor, 2005.

Na firmeza das formas, nas cores vibrantes, na poética ou nas palavras, Victória está muito bem direcionada. Prossiga, Victória, com dedicação, empenho e a meiguice própria do ser adorável que és!

Estão todos de parabéns. Muito êxito, Victória!!! Sempre!!!

Em Porto Alegre, RS, Brasil, 21 de outubro de 2008, 01h31

* Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias
Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2008
Código do texto: T1240873

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POESIA, DIREITO E PALAVRA, TRÍADE de NADIR SILVEIRA DIAS

Porto Alegre - Rio Grande do Sul, Brasil
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* Nadir Silveira Dias é o atual Presidente (Gestão 2006-2008), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Jurista, Escritor e Poeta. Assessor Jub. de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ex-Presidente (Gestão 2004-2006), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Ex-Vice-Presidente e Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias (Gestão 2002-2004), e Advogado autor dos livros “Locação de Imóveis Comentada em Locuções e Verbetes”, Livraria do Advogado, Porto Alegre, e “Direitos do Locatário versus Direitos do Locador”. Publicou ainda “Rastros do Sentir” e “Satírico & Afins”. Integra a Casa do Poeta Riograndense – CAPORI, Porto Alegre, RS; a Sociedade Partenon Literário, Sócio Fundador – Porto Alegre, RS; a Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga, Sócio Benemérito, a Associação São-Luizense de Autores-ASAS, São Luiz Gonzaga, RS; o Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores Piracicaba, Cadeira 77, Patrona Ines Silveira Dias, Piracicaba, SP. É Cônsul de Poetas del Mundo (Porto Alegre - Z-SO - RS – Brasil). É jurado da Associação Artística e Literária “A Palavra do Século XXI” – ALPAS XXI, a partir do IV Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Estalidos), do V Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Desafios), do VI Concurso... (Coletânea Entrelinhas), do VII Concurso... (Coletânea Eros e outros temas), do IX Concurso (Coletânea Refúgio das Ventanias), e do XI Concurso (Coletânea...). Jurado dos Concursos 10ª e XII Imagens de Quintana, da Casa do Poeta Riograndense. Colunista do saite www.oemissario.com.br - Google - http://www.google.com.br/search?q=%22Nadir+Silveira+Dias%22&hl=pt-BR&lr=&start=0&sa=N

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